A morte é tema recorrente nas rodas de conversa. É estarmos em um bar para compartilhar com os amigos que vem à tona o tal assunto mórbido. Os relatos, porém, não são sempre criativos: morrer afogado, ficar preso em um prédio em chamas, cair de um avião, enfim, aqueles de sempre.
Outro dia, uma amiga me contou que sua colega criava uma cobra em casa. Até aí, tudo bem. Não vou me ater ao fato de que a cobra não é lá meu animal preferido. Mas depois de um mês, a história ainda continou em minha mente.
O animalzinho “domesticado” era o companheiro de todas as horas: dormiam juntos, assistiam TV, enfim, todo o blá-blá-blá dos caseiros. Só que a cobra parou de se alimentar e a guria estranhou a atitude. Correu ao veterinário para tentar sanar o problema.
- Você a deixa sempre ao seu lado?
- Sim, dr.
- Ela fica esticada ou enrolada?
- Esticada, ao meu lado.
- Ela está te medindo para dar o bote. Deixou de comer porque sabe que a vítima vai satisfazê-la por um bom tempo.
Acho que só faltou isso na matéria “As piores formas de morrer”, da Der Spiegel. Quem for mais criativo, por favor, colabore. A mesa de bar já deve ter cansado da nossa mesmice.

Nossa, essa matéria da Der Spiegel é bem pesada. Dá aflição só de ler.
Por: Marcio Hasegava em maio 22, 2009
às 4:45 am