É provável que a maioria dos brasileiros preocupados com o lema ordem e progresso já tenha adotado uma visão conformista diante da realidade de seu País.
Seu João reclama da corrupção política estampada nos jornais matinais. Aninha se entristece ao ver o colega de trabalho alcançar o posto mais alto depois de ter prejudicado o ex-chefe.
Empresas enganam clientes e vice-versa – de um lado os preços abusivos e as tórridas e injustificáveis mentiras, do outro a famosa tática do “Então cancela”; estratégia que já se transformou no malandro jargão do consumidor que quer tirar vantagem.
Qual brasileiro nunca se perguntou: “De que vale a pena ser honesto?”. Se a análise for feita a longo-prazo, a resposta é: os honestos sobrevivem, é o que revela o estudo “O dilema do prisioneiro e a ética”, de Isaac Epstein, professor do centro de pós-graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo e autor dos livros Gramática do Poder (Ática, 1994) e Revoluções Cientificas (Ática, 1988).
O estudo mostra que tirar vantagem em todos os momentos não é a melhor estratégia, mesmo num universo governado por indivíduos movidos pelo egoísmo e pelo interesse próprio. Cidadãos estes que julgam promover o crescimento econômico.
Na pesquisa, Epstein ilustra um torneio com pesquisadores e especialistas da teoria dos jogos. No início os jogadores partiam traindo, pois iriam ganhar algo, caso o adversário fizesse o mesmo, e até muito mais, se o adversário fosse bonzinho.
Se o jogador por acaso encontrasse um traidor desumano, ele também deveria trair. Se, por outro lado, encontrasse um cooperador incansável e quisesse maximizar seus benefícios, deveria trair mais.
Se, porém, enfrentasse um participante que cooperasse até seu oponente traí-lo, e daí em diante nunca mais cooperasse, deveria cooperar. A estratégia mais generosa indica a retaliação somente após duas traições do oponente. A característica generosa facilita a cooperação dos jogadores a longo-prazo. O jogador egoísta não vai longe e acumulam pontos os jogares que cooperam.
Em outro exemplo de jogo, por 100 gerações os traidores desumanos dominam a população que se torna extremamente feroz. Uma minoria assediada sobrevive à beira da extinção. Mas quando os tolos, ou apenas justos, são quase extintos e não sobra ninguém para explorar, o jogo muda de direção. Os traidores começam a brigar entre si e se enfraquecem. Após 100 gerações a maioria muda dos traidores para os legais e, após 300 gerações, dos legais para os muito legais.
O estudo só veio comprovar algo que Jorge Ben Jor já sabia: Se malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem”.

muito bom!!!
e que desfecho maroto, hein? =]
Aproveito para indicar os cursos da Oficina Municipal, que contam com professores muito bons, capazes de inspirar posts bacanas como este.
E são de graça!
http://www.oficinamunicipal.com.br
Por: Natália Mello em Setembro 25, 2009
às 2:14 pm
[...] Empresas enganam clientes e vice-versa – de um lado os preços abusivos e as tórridas e injustificáveis mentiras, do outro a famosa tática do “Então cancela”; estratégia que já se transformou no malandro jargão do consumidor que quer tirar vantagem. Leia +. [...]
Por: Ser honesto traz mais benefícios, revela estudo matemático : Blog dos Alunos da Metô em Setembro 26, 2009
às 9:43 pm
Ciência comprovando que a gente já sabia, não?!
Grande Jorge!! =)
Bjos
Por: Livia Hormigo em Setembro 28, 2009
às 4:33 am
[...] Ser honesto traz mais benefícios, revela estudo matemático – Estudo mostra que tirar vantagem em todos os momentos não é a melhor estratégia, mesmo num universo governado por indivíduos movidos pelo egoísmo e pelo interesse próprio [...]
Por: Ser honesto traz mais benefícios, revela estudo matemático | Alessandrolândia em Outubro 2, 2009
às 11:47 am