Na década de 70, Uganda viveu em uma ditadura que promoveu o assassinato de um número estimado em cerca de 300 mil ugandeses, segundo fontes da Wikipedia. Em 80, Uganda passou a ser governada por uma comissão militar e depois foram realizadas eleições que levaram Obote à presidência. Um dos piores recordes de violações de direitos humanos do mundo foi encontrado em seu governo.
E parece persistir até hoje, com a recente proposta de lei que prevê a pena de morte para gays. (Hoje, a pena é de prisão perpétua. A execução só acontece quando o sexo é feito com menor de idade, pessoas portadoras de Aids ou deficientes).
Mas não é algo exclusivo de Uganda. A África, segundo reportagem do G1, concentra o maior número de países com leis antigays no mundo. São 36 nações, mais da metade do continente, que proíbem legalmente o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Quatro países africanos aplicam a pena de morte para quem infringir a norma: Mauritânia, Nigéria, Sudão e Somália. Uganda viria para “somar”.
Os manifestantes a favor da lei alegam que a família precisa ser protegida e que o homossexualismo seria um desvio sexual e estaria relacionado a distúrbios de identidade de gênero. Em entrevista ao G1, o pastor ugandense Martin Ssempa declara que existe terapia individual ou em grupo para “curar o homossexualismo”.
O lado dos manifestantes não me parece razoável. Principalmente quando se sabe que a Associação Americana de Psiquiatria considerou, em 1973, que nenhuma orientação sexual é doença (leia artigo).
Fugindo do cerne que coloca no campo de batalha a religião e a medicina, qualquer ser humano com faculdades mentais em dia há de convir: matar alguém porque teve relações sexuais com uma pessoa do mesmo sexo é, no mínimo, absurdo. Qual crime é o maior? Fazer sexo (pois é, para alguns isso é um crime) ou matar? Nem o mais alto grau da estupidez humana erraria tal resposta. Assim espero.
Mobilização Mundial
O Avaaz, grupo a favor dos Direitos Humanos, promove uma petição que se opõe à lei anti-gay da Uganda. O grupo promete entregar o documento que já reúne mais de 420 mil assinaturas aos políticos de Uganda, doadores e embaixadas ao redor do mundo.
Assine a petição.
Para entrar em contato com a organização escreva para info@avaaz.org ou telefone para (21) 2509-0368.

Surreal ver isso acontecendo nos anos 2000. Pena de morte, na minha humilde opinião, já é errado por si só, seja o crime qual for.
Bjs
Por: Li em fevereiro 22, 2010
às 2:39 am
[...] E parece persistir até hoje, com a recente proposta de lei que prevê a pena de morte para gays. (Hoje, a pena é de prisão perpétua. A execução só acontece quando o sexo é feito com menor de idade, pessoas portadoras de Aids ou deficientes). Leia +. [...]
Por: Pena de morte para homossexuais: um retrocesso em Uganda | Blog dos Alunos da Metô em fevereiro 22, 2010
às 1:17 pm